Seleção feminina estreia nova regra da Fifa de substituição extra em caso de concussão cerebral

Após ter feito cinco trocas, Brasil usou a sexta em razão de batida na cabeça sofrida por Poliana. Jogadora está sendo acompanhada pela equipe médica e está assintomática

Depois da vitória por 1 a 0 diante de Zâmbia, a seleção feminina se deslocou por meio de trem nesta quarta-feira para Sendai para o início da preparação às quartas de final. O Brasil encara o Canadá na sexta-feira, a partir de 5h (de Brasília), no Estádio de Miyagi. Retirada de campo durante o jogo pela última rodada do Grupo F, Poliana foi substituída, e o Brasil se tornou o primeiro time em disputas da entidade a usar a nova regra da Fifa, que dá uma troca a mais do que as cinco possíveis – seis no total – em caso de concussão cerebral ou suspeita da lesão durante um jogo. A informação foi confirmada pela própria organização.

A defensora brasileira levou uma pancada na cabeça depois de uma disputa de bola. A goleira de Zâmbia, Nali, também passou pelo mesmo problema, mas a equipe adversária acabou realizando somente três trocas e, por isso, não precisou da substituição extra – no Mundial de Clubes, evento teste da regra, nenhum time acabou fazendo uso da possibilidade.

– Já é uma regra da Fifa. Quando o médico identifica, ele tem três minutos para o diagnóstico. Nós temos um sinal que pré-determinado com os árbitros que nós tocamos a mão fechada na cabeça e isso é um sinal para que ele tenha paciência desses três minutos para identificar o diagnóstico e pedir para que o atleta não saia imediatamente do campo para ser tratado fora. Isso já é um procedimento combinado nas reuniões antes dos jogos e dessa forma a gente consegue comunicar com o árbitro dentro de campo – afirmou Nemi Sabeh, médico da seleção brasileira ao ge.globo.

A jogadora sofreu a concussão cerebral, confirmada pelo médico do Brasil, Nemi Sabeh, mas segue bem e assintomática após novo exame feito 24h depois do ocorrido. Ela será novamente avaliada na quinta-feira. De acordo com o profissional, além do diagnóstico em campo, pelo protocolo, é preciso enviar um relatório à Fifa com os sintomas da atleta e também manter o acompanhamento por seis dias. O Brasil também teve a lesão de Bia Zaneratto, que sofreu um corte no supercílio, mas levou pontos e está recuperada.

– Assim que eu percebi que ela (Poliana) não estava totalmente alerta eu primeiro examinei a coluna cervical para ver senão tinha fratura de coluna associada ao trauma de crânio, o que é muito comum isso. Ela não relatou nenhum tipo de dor no momento. Mesmo assim ela estava muito tonta ainda e não conseguia ficar em pé. Pedi para ela ser retirada de maca. Quando se faz a retirada do atleta de maca tem que se fazer o protocolo de imobilização. Essa retirada foi feita e a gente ficou analisando ela no banco mesmo para ver se ela tinha outro sintoma relacionado à concussão. Ela teve dor de cabeça somente. Muito diferente do que foi encontrado com a Bia. Não foi diagnosticado concussão porque ela teve um trauma diferente. Raspou a cabeça dela, corte no supercilío e não foi diagnosticado a concussão – afirmou o médico da seleção.

Após a vitória de terça-feira, a técnica Pia Sundhage comentou sobre enfrentar as canadenses na fase seguinte. Ressaltou a importância das atletas seguirem o plano de jogo em um momento decisivo. Assim como o amistoso realizado em junho – empate em 0 a 0 -, a treinadora destacou novamente o papel importante de Christine Sinclair como rival.

– Jogamos contra o Canadá algumas vezes, mas é claro que será diferente nas quartas de final. Devemos estar coesas e acreditar no plano de jogo. Nos confrontos anteriores, não tínhamos o mesmo esquema tático. Tento me colocar no lugar da técnica delas para imaginar o que farão e criar algo diferente para ganharmos o jogo. Elas têm uma jogadora que respeito muito, a Christine Sinclair, e nós vamos decidir como lidar com ela e sua equipe. Não acho que haja adversários mais fáceis ou mais difíceis nas quartas de final, qualquer time classificado tem condições de ser campeão – afirmou.

A seleção feminina não realizou nenhum treinamento nesta quarta-feira. As atletas fizeram recuperação no hotel e voltam às atividades na quinta-feira.

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